Quando começam a perceber as cores, as crianças se atraem pelas puras. São os tons primários: vermelho, azul e amarelo. Misturados entre si, dão origem aos secundários: laranja, violeta e verde. Todo o resto, como a enorme gama oferecida pelos fabricantes de tintas, nasce daí. Diante delas, você já deve ter se perguntado qual a escolha certa. Muito mais do que as tendências, leve em conta suas predileções. Fala-se hoje em cor subjetiva, ou seja, aquela com a qual você se sente confortável. Mas essa preferência isolada não diz tudo: o contexto faz a diferença. Por isso, é importante perceber em que situações e ao lado de que outras tonalidades você prefere aquela cor. Só não se esqueça de que o equilíbrio mora no balanço de contrastes: se você gosta de verde, explore seu oposto e use complementos derivados do vermelho. Os ambientes monocromáticos se tornam cansativos, sendo recomendável criar pontos de quebra.

Misturas alteram o efeito da cor

Na década de 1950, na Suíça, surgiram os primeiros testes psicológicos que relacionavam cor e personalidade. Foi quando os estudiosos perceberam que os tons quentes (vermelhos, laranjas e amarelos) apareciam associados à extroversão, e os frios (azuis, verdes e cinzas), à introversão. Hoje, eles partem da saturação para identificar preferências. Quanto mais misturada com preto, branco ou cinza, menos saturada uma tonalidade é. Um exemplo: considerado vigoroso, o vermelho se torna calmo com a adição de cinza. Considerando isso podemos comparar não apenas em relação à personalidade de cada um, mas também as fases da vida. Em cada família de cor, podemos obter graduações mais ou menos calmas, aconchegantes, frescas ou vibrantes.

Famílias de cores

Cores primárias:
Amarelo – Cor receptiva e otimista. Incentiva os estudos.
Azul – Inspira a espiritualidade e a quietude.
Vermelho – Expansiva e vigorosa, transmite força e paixão.

Cores secundárias:
Laranja – Revigora e estimula o bom-humor.
Verde – Inspira equilíbrio e relaxamento.
Violeta – Indica temperamentos equilibrados e artísticos.

Variação de tonalidades

Vibrantes – Próximas da cor pura, são os tons mais saturados e intensos, com traços mínimos de preto e branco. Transmitem sensações fortes: calor no caso do vermelho ou frio (azul). Na decoração atendem àqueles que desejam imprimir personalidade ao ambiente e destacar espaços e objetos.

Frescas – Os tons mais próximos do branco ganham alegria, luz e leveza. Têm a linguagem das pessoas que vivem momentos de mudança e expansão social. Ajudam a iluminar ambientes internos.

Calmas – Distantes da cor pura, têm doses de preto e de branco. São nuances mais introspectivas e suaves, procuradas por quem deseja espaços relaxantes e serenos. Aconchegantes – São os tons centrais do triângulo, com equilíbrio entre preto, branco e a cor pura. Envolventes, oferecem a sensação de segurança e intimidade. Criam ambientes pessoais e aconchegantes.